Além da falta de diversidade, sem mulheres nem negros, a equipe de ministros de Temer também chama a atenção por outro motivo: dos 23 nomeados, seis respondem a inquéritos no STF, sete foram citados na Lava Jato e 12 receberam doações de empresas da Lava Jato. A justificativa para o impeachment da presidenta Dilma vendida para a população, o combate à corrupção, de um dia para o outro perde totalmente o sentido diante desse ministério ficha suja. Embora já fosse público seu envolvimento, Temer nomeou os ministros assim mesmo. Alguns dias depois, porém, a situação ficou insustentável, com a divulgação de áudios em que o ministro Romero Jucá, um dos homens fortes de Temer, aparece conspirando para derrubar a presidenta Dilma e barrar a Lava Jato. Jucá foi o primeiro a cair, mas não o único, em menos de um mês de governo.

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