comunidades terapeuticasO governo golpista, pouco a pouco, vai mostrando o que verdadeiramente pensa sobre as políticas públicas voltadas aos mais vulneráveis e também como age com os pobres. A forma com vêm articulando as políticas de economia solidária e de combate às drogas é no mínimo reveladora do desvirtuamento da finalidade para as quais elas foram criadas e também do grau de preconceito com os usuários de drogas, como se não fosse uma questão de saúde pública.

O ministro do Trabalho interino em reunião nesta semana com representantes da Federação das Comunidades Terapêuticas iniciou o processo de deturpação da política pública de Economia Solidária e sua relação com as políticas públicas de Drogas. Ele está disposto a destinar os recursos da economia solidária para as comunidades terapêuticas, utilizando recursos que deveriam ser de promoção de autonomia e de inclusão social pelo Trabalho para serem utilizados como LaborTerapia e de fortalecimento das comunidades terapêuticas e seus princípios fundados na internação e isolamento social.

A medida retira recursos de ações de inclusão produtiva no âmbito da economia solidária, que já começou o seu desmonte com a substituição do  economista Paul Singer pelo policial aposentado Natalino Oldakoski. Singer, além de ser um intelectual reconhecido nacionalmente, esteve à frente da Secretaria Nacional de Economia Solidária desde 2003 e foi responsável pela estruturação da área. Já o escrivão Oldakoski não nunca teve em em seu histórico relação com a área. Além disso, a proposta também ameaça direitos no acesso e forma de tratamento dos usuários de drogas, que são submetidos á metodologia das comunidades terapêuticas, que não privilegiam o convívio social.

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