bfA mudança de governo traz consigo uma alteração central na agenda política do país. O combate à fome e a redução das desigualdades deixam de ser prioridade e passam a ser elementos periféricos. Uma mudança, aliás, que não foi submetida às urnas e vem sendo implementada de forma nada democrática.

Mesmo antes de assumir a Presidência provisoriamente, Michel Temer já tinha elaborado um documento para a área social, o Travessia Social, em que previa a redução dos programas sociais para os 5% mais pobres da população. Hoje o Bolsa Família chega a 25% dos brasileiros. O corte significaria deixar 36 milhões de pessoas fora do programa, dos quais 17 milhões de crianças e adolescentes até 15 anos.

Como cortar o Bolsa Família não é tarefa simples, dada a importância para as famílias mais pobres que o programa representa, o governo interino já articula formas alternativas de fazer isso, como com a proposta de uma auditoria, supostamente para identificar fraudes (que já são fiscalizadas), mas, na prática, perfeita justificativa para cortar sem ser questionado. O ministro interino Osmar Terra afirmou que 10% dos beneficiários  devem ser excluídos do programa dessa forma. Uma das medidas já anunciadas é o pagamento de um “bônus” para prefeituras que mais tirarem famílias do programa.

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